sábado, 3 de maio de 2014

O amor nunca morre



"Sobre a cidade", 1918, óleo de Marc Chagal


No livro de contos de Isaac Bashevis Singer, Passions (Farrar, Strauss and Giroux, New York, 1975), nas últimas páginas da belíssima história A admiradora, dei com este diálogo, entre a visitante e o autor, e diz ela:

[a minha doença” é uma espécie de hipersensibilidade que terei herdado sabe-se lá de quem, talvez do nosso comum antepassado***. Qual é o livro que o nosso antepassado escreveu?

-“O revelador das profundezas”.

-E que profundezas revelou?

-“Nenhum amor se perde nunca, seja ele qual for” respondi-lhe, apesar de jamais ter lido uma palavra desse meu antepassado.”


*** o antepassado comum seria o Rabino de Klendev (Polónia)      

2 comentários:

  1. Bonito texto e lindíssima a pintura!
    Um beijinho :)

    ResponderEliminar
  2. Querida Isabel, o texto é de um grande, genial escritor: Isaac Bashevis Singer. Obrigado, em seu nome.

    ResponderEliminar