"Jovem mulher com arminho", óleo de Leonardo Da Vinci
Amor
Antes
que seu perfil me aparecesse,
Eu
tinha gasto o coração a vê-la…
E
erguendo aos céus as minhas mãos em prece,
O
meu amor foi só reconhecê-la.
Como
graça de Deus que me atendesse,
Sou
seu amor, posso dizer-me de Ela…
Chamar-lhe
minha, assim quem o pudesse,
Na
noite da minh’alma única estrela!
P´ra
meu amor é que Ela ao mundo veio;
E,
assim, outrem amando-a, era parti-la,
Que
alguma coisa de Ela há no meu seio.
Não
será minha? Isso que tem para a Arte?
Estatuário
que eu sou, hei-de esculpi-la;
Dá-la
em beleza é o meu amor em parte.
Afonso Duarte in Rapsódia do Sol-Nado seguida do Ritual do
Amor, Edição “Renascença Portuguesa”, 1916, Porto
Escadaria do antigo Liceu de Portalegre


Dia de casados? Ou de descoberta da paixão? O meu velho Liceu...
ResponderEliminarBeijinhos
Querida Luísa, de facto ,mais um ano que vivemos juntos.
ResponderEliminarMete aí mais de meio século.
O amor não diminuiu: cresceu.
Também , nessas escadas a vi e escolhi, sem ela sonhar. Mas 3 anos depois de luta titânica com a retaguarda -casados para sempre.
O Montaigne escreveu que amores destes acontecem de 300 em 300 anos. Acredito.
Um beijo.