"Crucificação", obra de Antonello da Messina
CRISTO
Quando eu nasci,
Senhor, já tu lá estavas,
Crucificado, lívido,
esquecido.
Não respondeste, pois,
ao meu gemido,
Que há muito tempo já
que não falavas.
Redemoinhavam, longe,
as turbas bravas,
Alevantando ao ar fumo
e alarido.
E a tua benta Cruz de
Deus vencido,
Quis eu erguê-la em
minhas mãos escravas!
A turba veio então,
seguiu-me os rastros;
E riu-se, e eu nem
sequer fui açoitado,
E dos braços da Cruz
fizeram mastros…
Senhor! Eis-me vencido
e tolerado:
Resta-me abrir os
braços a teu lado,
E apodrecer contigo á
luz dos astros!
José Régio in Biografia
Uma bela escolha, Manuel.
ResponderEliminarDesejo uma Páscoa feliz!
Saudades.
É um belo poema e igualmente a pintura!
ResponderEliminarDesejo-lhe um bom dia!