DON ANTÓNIO
Amigos? Uns são mortos,
outros longe,
Em procura da
Terra-Prometida:
Restas-me tu, meu cão!
Guardião d’um Monge:
Não me abandones! Deus,
poupa-lhe a vida!
Chamo-te António (deixa
rir quem passa),
Acho-te digno do meu
nome, sim!
Dando-te Don concedo-te
uma graça,
Que El-Rey, teu Amo,
não concede a mim…
Tens expressões de
homem, olhar de gente,
Cheio de trevas como os
subterrâneos!
Tens ar, toilete, e és
mais inteligente
Que mais do que um dos
meus contemporâneos.
António Nobre in Don António, inédito publicado no nº 1
da II Série da revista presença, Novembro
de 1939

Tão lindo o cãozinho como o poema! Cada um no seu género!
ResponderEliminarUm bom dia!
Lindo poema! Dom António, Zac etc- grandes companheiros de vida!
ResponderEliminarO melhor amigo do homem...
ResponderEliminarBonito poema. Desconhecia.
Um beijinho.:))