quarta-feira, 16 de abril de 2014

O Purinho e o melhor amigo...







DON ANTÓNIO

Amigos? Uns são mortos, outros longe,
Em procura da Terra-Prometida:
Restas-me tu, meu cão! Guardião d’um Monge:
Não me abandones! Deus, poupa-lhe a vida!

Chamo-te António (deixa rir quem passa),
Acho-te digno do meu nome, sim!
Dando-te Don concedo-te uma graça,
Que El-Rey, teu Amo, não concede a mim…

Tens expressões de homem, olhar de gente,
Cheio de trevas como os subterrâneos!
Tens ar, toilete, e és mais inteligente
Que mais do que um dos meus contemporâneos.

António Nobre in Don António, inédito publicado no nº 1 da II Série da revista presença, Novembro de 1939


3 comentários:

  1. Tão lindo o cãozinho como o poema! Cada um no seu género!

    Um bom dia!

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  2. Lindo poema! Dom António, Zac etc- grandes companheiros de vida!

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  3. O melhor amigo do homem...
    Bonito poema. Desconhecia.

    Um beijinho.:))

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