Um país que é uma galera: puxa Xico!
O CONCEITO DE TRABALHO
CRIADOR E O CONCEITO DE TRABALHO PARA GASTAR FUNDILHOS
Um jovem amigo,
licenciado em engenharia, emigrou para Inglaterra -mais um português formado a
arredondar os 600 mil que por lá labutam.
Telefonei-lhe, ontem:
-Páscoa
Feliz, meu caro! Santa sexta-feira!
-Obrigado!
Para ti, também!
-Goza
o feriado, que segunda-feira voltas ao trabalho!
-Não
volto nada! Aqui, segunda-feira não se trabalha: completa estas miniférias da
Páscoa!
-Ah!
-respondi
e embatoquei.
Essa, agora! A empresa
onde o meu amigo ganha a vida é uma das mais importantes e produtivas do Reino
Unido, exporta para a Europa, para o Canadá, Austrália, Nova Zelândia, etc.… E
deixam-nos trabalhar tão pouco?
-Qual
trabalhar pouco! -respondeu-me- Não gastamos é o tempo a coçar a barriga ou a ir à retrete fumar uma
beata! Trabalhamos o necessário. E damos o nosso melhor. Entramos às 8,30,
temos meia hora para comer qualquer coisa, na cafetaria da casa, das 10 às 10,30 e, depois, das 13,30 às
14… E, às 16,30, livres como pardais! Nas sextas, acaba o dia de trabalho às
13,30.
-Pois,
aqui é outra filosofia: o empregado não escapa com essa facilidade: gasta os
fundilhos a esfregá-los na cadeira. Horários cheios. Feriados? Isso era dantes!
Nem Carnaval! Férias? Estreitinhas, estreitinhas. O mínimo, que tende a ser cada
vez mais mínimo…
-E
o que é que se produz?
-Sebo.
-Ah!-comentou ele, que já sabia.
Passámos adiante.
Custava dizer: o português virou neo-escravo, de há três anos para cá.

Manuel,
ResponderEliminarSempre pertinente.
Tudo passa por uma gestão inteligente de recursos.
- Como é que pode nascer mais gente se não há trabalho?
- Porque é que não empregam mais novos e deixam os mais velhos viver a sua vida com dignidade?
- Tantas perguntas...
Beijinho grato.
Ana, tem razão, mas vivemos sob um governo desumano e amoral. Ganancioso. Pelintra, ainda por cima! Beijos.
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