Hotel Santos, visto do exterior, no centro da cidade
Nesta brevíssima ida à
Guarda, a fim de assistir à estreia da peça Mas
era proibido roer os ossos, encenada por Américo Rodrigues e com a
participação de José Neves e Valdemar Santos (à qual me referirei daqui a uns
dias), voltei a instalar-me no, hoje, Hotel Santos, que frequento desde os fins
de 1948 (naturalmente ainda muito criança…), ao tempo Pensão, depois Residencial e
agora Hotel…
Nem admito sequer a
ideia de procurar outro lugar.
As razões são óbvias:
afectivas e de qualidade.
Melhor escrever: razões
afectivas e qualidade humana.
De facto, D. Clara, seu
marido, seu filho, sua nora e a gentil empregada, Carla, emprestam ao Hotel um
calor muito especial, raríssimo: o da amizade generosa.
Hotel Santos, interior fabuloso
Depois, tenho a dois
passos a Torre dos Ferreiros:
Torre dos Ferreiros, local de namoros...
e a mais quatro passos a
fabulosa Sé da Guarda:
Sé da Guarda, ímpar entre as mais belas do mundo
Regressei duplamente às
origens: à minha cidade e ao lugar
onde dormi, nesse burgo maravilhoso, a primeira noite -quem me dera então!
A minha casa na Guarda, hoje, ao pôr do sol (provavelmente condenada ao matadouro)...
Espreitei, ainda, a
minha casa, no antigo Largo 5 de Outubro, em vias de ser vendida e -o mais
provável, atendendo até a quem manda actualmente na Câmara Municipal, criatura
que tem com a Cultura a esquisita relação que Maomé tem com o presunto:
odeia-a- será vandalizada.
De qualquer modo a Guarda
é granítica -tal qual o Hotel Santos- e há-de resistir a tudo isso que o tempo
traz e leva…
Amigo: na Guarda só há um lugar onde ficar:
pois, no Hotel Santos
(se a tua cabeça não for do tamanho de um amendoim como a do chefe da Câmara…).




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Tudo lindo, nessa cidade dos seus encantos: o hotel, a Sé e a sua casa. Lindíssima! Uma pena não ser recuperada.
ResponderEliminarE da peça...ficamos então à espera...
Um beijinho grande e bom fim-de-semana!
Querido Manuel, não pude deixar de rir com o último parágrafo!...
ResponderEliminarForam horas de grandes emoções, essas passadas na Guarda!
Um beijinho.:))
Isabel, A Guarda é uma terra especial e que apaixona quem sabe ver. Sim, vai ser um crime demolir aquele prédio... mas vivemos num tempo de patos-bravos. Um beijo.
ResponderEliminarCláudia, A Guarda emociona-me sempre que lá volto. Desta vez, sei lá porquê!, violentamente. Um beijo, querida amiga.
ResponderEliminarp.s. o actual "chefe" da Câmara era chamado de troglodita quando andava no liceu. É um analfabeto nato e irremediável.