sexta-feira, 11 de abril de 2014

Breve regresso ás origens: Guarda e o seu Hotel...




Hotel Santos, visto do exterior, no centro da cidade

Nesta brevíssima ida à Guarda, a fim de assistir à estreia da peça Mas era proibido roer os ossos, encenada por Américo Rodrigues e com a participação de José Neves e Valdemar Santos (à qual me referirei daqui a uns dias), voltei a instalar-me no, hoje, Hotel Santos, que frequento desde os fins de 1948 (naturalmente ainda muito criança…), ao tempo Pensão, depois Residencial e agora Hotel…

Nem admito sequer a ideia de procurar outro lugar.

As razões são óbvias: afectivas e de qualidade.

Melhor escrever: razões afectivas e qualidade humana.

De facto, D. Clara, seu marido, seu filho, sua nora e a gentil empregada, Carla, emprestam ao Hotel um calor muito especial, raríssimo: o da amizade generosa.




Hotel Santos, interior fabuloso

Depois, tenho a dois passos a Torre dos Ferreiros:

Torre dos Ferreiros, local de namoros... 

e a mais quatro passos a fabulosa Sé da Guarda:

Sé da Guarda, ímpar entre as mais belas do mundo

Regressei duplamente às origens: à minha cidade e ao lugar onde dormi, nesse burgo maravilhoso, a primeira noite -quem me dera então!


A minha casa na Guarda, hoje, ao pôr do sol (provavelmente condenada ao matadouro)...

Espreitei, ainda, a minha casa, no antigo Largo 5 de Outubro, em vias de ser vendida e -o mais provável, atendendo até a quem manda actualmente na Câmara Municipal, criatura que tem com a Cultura a esquisita relação que Maomé tem com o presunto: odeia-a- será vandalizada.

De qualquer modo a Guarda é granítica -tal qual o Hotel Santos- e há-de resistir a tudo isso que o tempo traz e leva…


Amigo: na Guarda só há um lugar onde ficar:


pois, no Hotel Santos (se a tua cabeça não for do tamanho de um amendoim como a do chefe da Câmara…).  

4 comentários:

  1. Tudo lindo, nessa cidade dos seus encantos: o hotel, a Sé e a sua casa. Lindíssima! Uma pena não ser recuperada.
    E da peça...ficamos então à espera...
    Um beijinho grande e bom fim-de-semana!

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  2. Querido Manuel, não pude deixar de rir com o último parágrafo!...
    Foram horas de grandes emoções, essas passadas na Guarda!
    Um beijinho.:))

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  3. Isabel, A Guarda é uma terra especial e que apaixona quem sabe ver. Sim, vai ser um crime demolir aquele prédio... mas vivemos num tempo de patos-bravos. Um beijo.

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  4. Cláudia, A Guarda emociona-me sempre que lá volto. Desta vez, sei lá porquê!, violentamente. Um beijo, querida amiga.

    p.s. o actual "chefe" da Câmara era chamado de troglodita quando andava no liceu. É um analfabeto nato e irremediável.

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