quinta-feira, 17 de abril de 2014

A despedida de Tchekhov...

Anton Tchekhov

A cinco meses da morte (Tchekhov morreu no dia 15 de Julho de 1904), o grande escritor russo escreveu a Lidia Alexeievna Avilova, em carta datada de 14 de Fevereiro de 1904:

“Desejo-lhe todo o bem. Sobretudo, seja alegre, não considere a vida uma coisa demasiado complicada: ela é, não duvide, muito mais simples do que nós a pensamos; e, depois, esta vida da qual nada sabemos, vale tantas reflexões dolorosas que esgotam os nossos pobres cérebros russos? -eis o que me pergunto…”

Desalento? Amargura? Pessimismo? Tudo isso se pode encontrar na extraordinária obra de Tchekov -malgrado o seu exemplar respeito pelo outro e a sua ilimitada generosidade.

Anton Pavlov Tchekhov sabia-se chegado ao fim -e são estas as palavras que deixa à mulher amada.


No interessantíssimo de memórias que, sobre ele escreveu (Tchekhov, Éditions du Rocher, 2004), Ivan Bounine -o Primeiro Prémio Nobel russo, em 1933- demora-se na análise dessa terrível paixão, segundo ele o maior amor da vida de Tchekhov.


 A estrada da vida..., óleo de Edvard Munch

2 comentários:

  1. Manuel,
    Gosto muito deste escritor e achei lindíssimas as palavras escolhidas.
    Beijinho. :))

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  2. A vida às vezes é complicada. Para algumas pessoas é complicada. Alguns complicam-na ainda mais.
    Já que aqui estamos, nesta breve passagem, há que aproveitar bem os bons momentos e tudo o que temos de bom.
    Um beijinho grande e boa Páscoa :)

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