Anton Tchekhov
A cinco meses da morte
(Tchekhov morreu no dia 15 de Julho de 1904), o grande escritor russo escreveu
a Lidia Alexeievna Avilova, em carta datada de 14 de Fevereiro de 1904:
“Desejo-lhe
todo o bem. Sobretudo, seja alegre, não considere a vida uma coisa demasiado
complicada: ela é, não duvide, muito mais simples do que nós a pensamos; e,
depois, esta vida da qual nada sabemos, vale tantas reflexões dolorosas que
esgotam os nossos pobres cérebros russos? -eis o que me pergunto…”
Desalento? Amargura? Pessimismo?
Tudo isso se pode encontrar na extraordinária obra de Tchekov -malgrado o seu
exemplar respeito pelo outro e a sua ilimitada generosidade.
Anton Pavlov Tchekhov
sabia-se chegado ao fim -e são estas as palavras que deixa à mulher amada.
No interessantíssimo de
memórias que, sobre ele escreveu (Tchekhov,
Éditions du Rocher, 2004), Ivan Bounine -o Primeiro Prémio Nobel russo, em
1933- demora-se na análise dessa terrível paixão, segundo ele o maior amor da
vida de Tchekhov.
A estrada da vida..., óleo de Edvard Munch

Manuel,
ResponderEliminarGosto muito deste escritor e achei lindíssimas as palavras escolhidas.
Beijinho. :))
A vida às vezes é complicada. Para algumas pessoas é complicada. Alguns complicam-na ainda mais.
ResponderEliminarJá que aqui estamos, nesta breve passagem, há que aproveitar bem os bons momentos e tudo o que temos de bom.
Um beijinho grande e boa Páscoa :)