A repressão da liberdade é violência inútil: confirma-o a História
“(…)
a juventude é um potencial transformador. Até certo poto tende a constituir uma
zona de liberdade num mundo resignado, dominado por servidões e
constrangimentos irracionais de vária ordem. A sua consciência vive na utopia,
isto é, num mundo concebido para o homem. O sentimento profundo de
solidariedade com todas as vítimas da alienação amortece nela o espírito de
classe.
Pode
perguntar-se muito a sério se é a juventude que deve dobrar-se perante o mundo
ou se é o mundo que deve adaptar-se à juventude. Porque neste seu sentimento a
juventude não fala apenas por si própria, antes pela totalidade dos homens ,
inclusive aqueles que já se resignaram à mutilação, e a sua voz é um protesto
de espontaneidade da Natureza contra as servidões humanas.”
António José Saraiva in
Dicionário Crítico De Algumas Ideias E Palavras Correntes, Publicações Europa-América, 1960

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