domingo, 22 de abril de 2012

Por amor



"São Martinho e o pobre", 1317-19, fresco de Simone Martini (Siena, 1280/85-Avignon, 1344)

Neste tempo de peste e desencanto, é urgente a palavra que dê sentido ao dia de hoje e nos levante a alma.

E vou buscar, a Claude Roy, a passagem, que aquece por dentro:

“Um santo que me toca: o pároco de Ars***. Diz ele que se, no fim da vida, acontecer aperceber-se da inexistência de Deus, há-de sentir-se logrado, mas não lamentará ter acreditado no amor.” (in Les rencontres des jours, Gallimard, 1975).



***http://en.wikipedia.org/wiki/John_Vianney

O pároco d'Ars foi, também, uma das fontes de inspiração de Georges Bernanos, para o seu grande romance, Sous le soleil de satan

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