"Primavera na floresta", 1882, óleo de Isaac Levitan (1860-1900)
“Os encontros dos dias trouxeram a frescura à minha via.” Eis a resposta do sábio Kirman ao discípulo que lhe perguntava pelo segredo da sua inalterável juventude. Desde há setenta e sete anos que o sábio meditava no seu Tratado da infinidade de Deus.
“Os encontros dos dias trouxeram a frescura à minha via.” Eis a resposta do sábio Kirman ao discípulo que lhe perguntava pelo segredo da sua inalterável juventude. Desde há setenta e sete anos que o sábio meditava no seu Tratado da infinidade de Deus.
“Contemplei a sabedoria divina e louvei Aquele que é a Salvação”, continuou Kirman, “mas soube, também, colher o prazer do perfume das violetas de Deilam, sorrir às raparigas de Chiraz, matar a sede nos versos dos trovadores de Hafiz e alegrar-me com o que imaginava, diante do fulgor das joias da noite ou a ler um livro cheio de luz. E, ao pôr do sol, agradeço a Deus, que me propiciou os mil encontros dos dias”.
Ubayd- I Zakami (1300-1371)
(Epígrafe de Les rencontres des jours, de Claude Roy, Gallimard, 1995)

Um post de grande beleza estética a todos os níveis.
ResponderEliminarGrata. Bejinho!
Ana, fico contente por saber que gostou. Bom dia!
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