"Bordighera", 1884, óleo de Claude Monet
Ressurreição
Desta minha janela, agora aberta
Sobre uma quietação nostálgica de Inverno,
Com um sol que é só lembrança
De um outro sol mais fúlgido e mais brando,
Que nunca mais senti como em criança;
Desta janela que, a sonhar, deserta,
Fica sem ver sua paisagem, quando
Na manhã silenciosa que desperta
Um vento frio e fino vai passando;
Desta janela de paisagem vária,
Como os meus olhos, quando a via,
Onde tenho passado instantes raros,
De uma sem par melancolia;
Os desígnios de Deu são-me hoje claros.
Leves e doces, como a luz do dia...
Francisco Bugalho in Na Mão de Deus, Antologia da Poesia Religiosa Portuguesa, organizada por José Régio e Alberto de Serpa

Obrigada por este belo poema.
ResponderEliminarUma Páscoa feliz, querido amigo!
Querida Amiga, uma Páscoa Feliz!
ResponderEliminarUm poema muito bonito e uma bonita pintura.
ResponderEliminarUm bom domingo para si.
Obrigado, Isabel! Bom domingo para si!
ResponderEliminarMuito bonito! Li-o no final desta Páscoa e faz tanto sentido.
ResponderEliminarBeijinho.
Lindo poema e pintura do Monet, artista que aprecio imenso.
ResponderEliminarAbraço
Miguel, uma boa semana para si!
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