"Inferno", 1450-1516), obra de Hieronymus Bosch
Continuo a folhear as obras de Calude Roy que encomendei na Amazon. São livros de ensaio autobigráfico e notebooks.
Sigo Claude Roy há muitos anos -mais de 40!- e considero-o um dos mais inteligentes ensaístas franceses do século passado. Lê-lo transforma-se no prazer de uma conversa, diálogo que enriquece.
Hoje, deparei -”Les rencontres des jours”, Gallimard, 1995- com o seguinte apontamento/pergunta:
“Em que círculo do inferno estão os indiferentes?”
Vem a talhe de foice: diante da nossa tragédia quotidiana, vítimas que somos do coice do capitalismo financeiro agonizante, a resignação portuguesa, o pasmo, o enterrar a cabeça na areia da miséria, para não ver nem ouvir, se enraíza na ignorância cívica, desmascara, também, o egoísmo.
Aponta a indiferença -sempre, um crime: um pecado.

Como tem aqui falado muito de Claude Roy e não conheço, fui ver o que havia dele no site Wook e há vários livros, mas apenas um em português.
ResponderEliminarPedi-o.
Gostava de ler alguma coisa em poesia, mas não há em português. É pena.
Um beijinho e uma boa semana
Isabel, oxalá goste. O CR não está muito traduzido entre nós. Mas valeria a pena. Boa semana e um beijo grande.
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