quinta-feira, 5 de abril de 2012

A dádiva


Estudo para a Última Ceia, de Leonardo da Vinci

Páscoa

Depois da morte, a vida,
Páscoa florida!
Que eu bem a sinto
Por cada árvore em flor:
Eu bem a sinto
Primavera de amor!

Já as aves não comem
O fruto mais pulcro:
- Foi dado ao Homem!
E, por cada ovário,
Jesus no Calvário. Jesus no Sepulcro.
Afonso Duarte in O anjo da morte e outros poemas

4 comentários:

  1. José Manuel Romana5 de abril de 2012 às 03:19

    Se a Páscoa é passagem para a Liberdade=Libertação do Homem todo , segundo parece ser a Fé dos cristãos, onde paira a força da Palavra e do Cristo Ressuscitado, vencedor da Morte, que deverá ser proclamada pelos seus crentes e chefes? O imenso silêncio sobre estas matérias por parte da Igreja e demais religiões quase as torna cúmplices dos desmandos financeiros.Assim penso neste dia cinzento e pachorento, ouvindo Bach.Boa Páscoa, se possível, mas intranquila para todos.José Manuel

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  2. Deus é uma coisa; a Igreja é outra. A Igreja é uma instituição, Deus é o absoluto. E Cristo -Deus ou o homem que esteve mais próximo de Deus- também outra coisa. O silêncio de Deus? Não sei explicar. Mas sei que todas as explicações da ciência não resolvem a minha sede de absoluto. Um abraço fraterno.

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  3. Manuel,
    É muito bonito este poema. O seu poema a Deus que li no comentário também é igualmente bonito.
    Não sei quem é Deus, não sei falar-lhe mas a sua transcendência maravilha!:)

    O estudo é belíssimo.
    Beijinho e Boa Páscoa!

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