Pousa as mãos doridas na pedra
Que desigual aflora
Na terra adormecida, regada pelas lágrimas
Do tempo. Pousa
Olha. Sonha duramente a distância
Cativa
- Pélago da alma transfigurada
E justa. Pousa
O peso da vida na paisagem deserta
Das tuas mãos doridas...
Quando vier
Simbólica, cruel, a que se elege,
Leito de pedra, pluma,
Planta, gazela, olhos tranquilos líquidos,
Repousa.
Ruy Cinatti in O Livro do Nómada meu Amigo, 1958
Já é mais que boa tarde, mas de qualquer maneira: "Bom dia!"
ResponderEliminarÉ lindo o poema e a pintura.
Isabel, e poucos falam deste poeta! Um abraço!
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