quarta-feira, 18 de abril de 2012

As palavras não chegam

Letras podem ser tretas...

Os grandes livros não têm palavras. Isto não é malabarismo mental 

nem passe de magia, de vendedor da banha da cobra.


O que eu quero dizer é o seguinte: os grandes livros são aqueles em 

que as palavras se apagam


Complicado, à mesma?


Explico (se conseguir...): os grandes livros são aqueles em que as 

palavras se limitam a comunicar a riqueza do texto.


Por isso elas se apagam e o leitor não anda a dançar nelas, sobre um 
vazio.


O vazio é quando, realmente, quem escreve não tem nada para dizer 

mas sabe juntar palavras bonitas, esquisitas... às vezes, exóticas...


E o leitor, também às vezes, cai na esparrela, ou porque se basta 

assim, ou porque tem medo de confessar que não lhe interessam –

que não encontra, nesses livros, nada.


Tem medo de que o julguem parvo.


O mercado está cheio de livros que são só palavras: centenas de 

páginas, milhares, só com letras.


Já imaginaram os milhares de árvores que foram sacrificadas?


Acontece encontrarmos livros com coisas importantes, profundas, 

apaixonantes, dentro.


Mas é cada vez mais raro.


Especialmente, entre nós.


Porque eu não busco coisas profundas em segunda mão –livros onde 

o autor se vale dos Mestres que cheirou e disfarça o que lhes rouba 

e apresenta-o como seu.


Porém, todavia, contudo..


Há tanto a dizer! Fica para outro dia.


Até à próxima!

2 comentários:

  1. Há muitos livros que são completamente vazios. Chegamos ao fim e não nos enriqueceu nada a sua leitura. Esses não valem a pena.

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  2. Isabel, bom dia! Inferlizmente, é como diz! 99% não valem um cêntimo.

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