Letras podem ser tretas...
Os grandes livros não têm palavras. Isto não é malabarismo mental
nem passe de magia, de vendedor da banha da cobra.
O que eu quero dizer é o seguinte: os grandes livros são aqueles em
que as palavras se apagam
Complicado, à mesma?
Explico (se conseguir...): os grandes livros são aqueles em que as
palavras se limitam a comunicar a riqueza do texto.
Por isso elas se apagam e o leitor não anda a dançar nelas, sobre um
vazio.
O vazio é quando, realmente, quem escreve não tem nada para dizer
mas sabe juntar palavras bonitas, esquisitas... às vezes, exóticas...
E o leitor, também às vezes, cai na esparrela, ou porque se basta
assim, ou porque tem medo de confessar que não lhe interessam –
que não encontra, nesses livros, nada.
Tem medo de que o julguem parvo.
O mercado está cheio de livros que são só palavras: centenas de
páginas, milhares, só com letras.
Já imaginaram os milhares de árvores que foram sacrificadas?
Acontece encontrarmos livros com coisas importantes, profundas,
apaixonantes, dentro.
Mas é cada vez mais raro.
Especialmente, entre nós.
Porque eu não busco coisas profundas em segunda mão –livros onde
o autor se vale dos Mestres que cheirou e disfarça o que lhes rouba
e apresenta-o como seu.
Porém, todavia, contudo..
Há tanto a dizer! Fica para outro dia.
Até à próxima!

Há muitos livros que são completamente vazios. Chegamos ao fim e não nos enriqueceu nada a sua leitura. Esses não valem a pena.
ResponderEliminarIsabel, bom dia! Inferlizmente, é como diz! 99% não valem um cêntimo.
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