"O Monte Elbrus", 1898-1909, óleo de Arkip Kuinji (1842-1910)
"Existe uma estranha confraria: a confraria dos amigos de ‘Debaixo do Vulcão”. Não se conhecem todos os membros e esses não se conhecem entre si”, escreve Maurice Nadeau, na breve introdução ao romance de Malcolm Lowry (Buchet/Chastel Corrêa, 1960).
"Existe uma estranha confraria: a confraria dos amigos de ‘Debaixo do Vulcão”. Não se conhecem todos os membros e esses não se conhecem entre si”, escreve Maurice Nadeau, na breve introdução ao romance de Malcolm Lowry (Buchet/Chastel Corrêa, 1960).
Pertenço à confraria e, através da surpreendente blogoesfera, fiz amizade com alguns camaradas do México, ligados à Fundação Malcolm Lowry, em Cuernavaca, que publica a revista ‘Quinqué’.
De quando em quando, vejo mencionado o nome de Lowry; poucas vezes.
Frequentemente, reabro o seu livro extraordinário, aquele que importa, numa obra exígua.
Um dos romances maiores do século XX?
Certamente.
E um libelo implacável da condição humana.
Hoje, deparei com esta frase:
“O que é o homem senão uma alminha que suporta um cadáver?”
Gostei muito de ler o livro.
ResponderEliminarA frase é muito densa!
Compreendo-a... mas é bom que se rebata.
Tragicamente, e com a possibilidade de cair em lugares comuns, começamos a morrer logo que nascemos.
Morremos todos os dias qando choramos, renascemos quando rimos. O cadáver, infelizmente é a máscara imposta por um conjunto de genes. Já ouvi dizer que não pedimos para nascer, é interessante, no entanto que os budistas têm a ideia que quem nasce é porque pediu para nascer. Talvez por isso, a morte seja triunfal para eles pois é uma passagem, para nós é determinismo...
Beijinho.
Ana, estamos vivos até nos apagarmos. E vale a pena. A "alminha" é capaz de ser da eternidade.
ResponderEliminar