sexta-feira, 9 de março de 2012

Um poeta alucinado que aflorou o mistério do absoluto...

"Ptarmigan", 1833, óleo de Edwin Landseer (1802-1873)


O Mar


Semelhante a algum monstro, quando dorme
O Mar... Era sombrio, vasto, enorme...
Arfando demorado,
Imenso sob os Céus!

Tal imenso e sombrio o mar seria
E assim, em vagas tristes arfaria
No tempo em que o espírito de Deus
Sobre ele era levado!

Ângelo de Lima, in Líricas Portuguesas, 2ª Série, Portugália Editora, 1954, escolha e Prefácio de Cabral do Nascimento


para saber mais:


http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%82ngelo_de_Lima

5 comentários:

  1. O poema é lindo!
    Vou procurar mais. Obrigada.
    Um excelente dia! :)

    ResponderEliminar
  2. Ana, esse poeta louco é uma das revelações do Orpheu...

    ResponderEliminar
  3. Lindo o poema e a ilustração. Sempre bom aprender o que se desconhece...

    ResponderEliminar
  4. Não me lembrava. Tenho as duas revistas, mas já há muito tempo que não as leio.

    ResponderEliminar