terça-feira, 13 de março de 2012

Um país à rasca ou o naufrágio português

Onde estão os indignados? Já não estão: foram embora! (fotografia de António Cotrim)

A comunicação social cada vez mais irresponsável e acobardada ou comandada pelos patrões, apareceu, cínica, hipócrita e criminosamente chica esperta, a perguntar:

mas então... onde andam os indignados que fizeram p’r’aí tanto chinfrim?...”

Onde andam?

Já não andam cá: andam lá por fora. Piraram-se. Emigraram.

E vocês, que perguntam, sabem.

Todos os meses, abandonam este país milhares e milhares de portugueses.

1.200.000 desempregados em Portugal?

Somem-lhe mais 2.500.000 emigrantes forçados, a contabilizar nos últimos 15 anos e a considerar desempregados que foram em busca de emprego.

Isto é: à procura da sobrevivência.

É muito milhão!

Os hipocritazinhos, bem dentro do mesquinho gosto nacional de rebaixar a luta pelo progresso, também sabem o que isso representa.

Representa a desertificação cultural de um país.

Exportamos mão de obra e –o pior do pior- exportamos a inteligência.

Não sei se aqueles que nos chupam os ossos -a carne já se foi- conseguirão sobreviver sem o gado em que vão transformando o português na miséria –seguramente, 90% dos portugueses que restam neste devastado jardim à beira-mar, assaltado e roubado...

Não sei se este país sobreviverá com nome de nação.

2 comentários:

  1. E muitos indignados continuam por cá, mas sem força, nem vontade de lutar.
    Às vezes dá vontade de perguntar: para quê?

    Um abraço

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  2. Isabel, para quê?! Para corrigir o que está errado, para correr com quem nos espolia e vigariza, para dar um passo em frente. E porque para a frente é que é o caminho, sem medo.

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