Onde estão os indignados? Já não estão: foram embora! (fotografia de António Cotrim)
A comunicação social cada vez mais irresponsável e acobardada ou comandada pelos patrões, apareceu, cínica, hipócrita e criminosamente chica esperta, a perguntar:
“mas então... onde andam os indignados que fizeram p’r’aí tanto chinfrim?...”
Onde andam?
Já não andam cá: andam lá por fora. Piraram-se. Emigraram.
E vocês, que perguntam, sabem.
Todos os meses, abandonam este país milhares e milhares de portugueses.
1.200.000 desempregados em Portugal?
Somem-lhe mais 2.500.000 emigrantes forçados, a contabilizar nos últimos 15 anos e a considerar desempregados que foram em busca de emprego.
Isto é: à procura da sobrevivência.
É muito milhão!
Os hipocritazinhos, bem dentro do mesquinho gosto nacional de rebaixar a luta pelo progresso, também sabem o que isso representa.
Representa a desertificação cultural de um país.
Exportamos mão de obra e –o pior do pior- exportamos a inteligência.
Não sei se aqueles que nos chupam os ossos -a carne já se foi- conseguirão sobreviver sem o gado em que vão transformando o português na miséria –seguramente, 90% dos portugueses que restam neste devastado jardim à beira-mar, assaltado e roubado...
Não sei se este país sobreviverá com nome de nação.

E muitos indignados continuam por cá, mas sem força, nem vontade de lutar.
ResponderEliminarÀs vezes dá vontade de perguntar: para quê?
Um abraço
Isabel, para quê?! Para corrigir o que está errado, para correr com quem nos espolia e vigariza, para dar um passo em frente. E porque para a frente é que é o caminho, sem medo.
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