Acredito na possibilidade de criar um mundo livre e harmonioso, assente ma confirmação da individualidade e no encontro; na descoberta e no amor ao Outro.
O de hoje é uma sociedade em que cada um cresce condicionado e se afoga nas coisas inúteis, em que cada a pessoa se transforma num número, num objecto e consagra o termo ominoso: “produto”.
O homem não é um produto, é uma aventura. É a sua própria aventura.
É urgente recriar esse mundo em que o homem tinha um lugar, era ouvido, lutava pela liberdade e pela felicidade –pela justiça social.
O progresso revelou-se um retrocesso.
O progresso foi, é a usurpação da riqueza e rédeas atiradas para cima de escravos –cavalos que sacrificam à produção de produtos, sendo-o.
Isso a que chamam progresso foi a perda da alma.
Eu sei quanto de mentira e hipocrisia havia nas velhas sociedades, nos velhos regimes, afinal de volta, disfarçados...
Quanta desumanidade e injustiça!
Mas havia esperança e luta. Hoje, agora, aqui, há resignação e desistência.
A esperança foi arrancada e a luz ao fundo é a fogueira da miséria humana, do inferno onde se iludem e vendem os homens.
A grande máquina que alimenta o “progresso”, monstro triturador, engaja-os e promove os novos escravos a chefes de outros escravos.
Hoje, matamo-nos uns aos outros.
Tal qual contou Jorge Reis, no romance intitulado Matai-vos uns aos outros, Prémio Camilo Castelo Branco, 1962, tempo de peste...
Somos fantasmas, cadáveres ambulantes, com coisas em cima.
Mas eu acredito no dia de amanhã e sei que depende de mim... de ti...
Tudo belo a imagem e o texto.
ResponderEliminar"A perda da alma"...
Oh, como desejo que o progresso não leve à perda da alma!
A alma é o que nos resta e não nos podem roubar.
Se puder passar na minha janela julgo que vai gostar. :)
Claro que lhe resta a alma e a obrigação de a respeitar: de se respeitar! Há nos portugueses uma doentia tendência para a melancolia pessimista. Livre-se disso! Gsitei muit do seu post!
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