Não era a minha alma que eu queria ter.
Esta alma já feita, com seu toque de sofrimento
e de resignação, sem pureza nem afoiteza.
Queria ter uma alma nova.
Decidida, capaz de tudo ousar.
Nunca esta que tanto conheço, compassiva, torturada, de trazer por casa.
A alma que eu queria e devia ter...
Era uma alma asselvajada, impoluta, nova, nova, nova, nova!
João Falco, pseudónimo de Irene Lisboa, in Outono Havias de Vir, Seara Nova, 1937

Um poema muito lindo.
ResponderEliminarIsabel, sei que admiras aa Irene Lisboa. É uma grande escritora e foi uma grande mulher. Há um livro dela cheio de interesse mas pouco conhecido: "Apontamentos".
ResponderEliminarMuito bonito, sim.
ResponderEliminarBeijinho!
Ana, é uma autora superior, talvez a mais importante da nossa ficção narrativa.
ResponderEliminarUma excelente escolha e uma bonita homenagem a uma excelente escritora e mulher.
ResponderEliminarBeijinhos
Olá Manuel,
ResponderEliminarTem no meu blogue um miminho :)
Cláudia, uma escritora sempre presente na melhor livraria-alfarrabista do Porto e do país, uma certa Livraria Lumière, na Travessa da Cedofeita...
ResponderEliminarPaula, fiquei todo babado... Não mereço. Um beijo comovido.
ResponderEliminarObrigada, Manuel Poppe.
ResponderEliminarTento que os melhores estejam sempre presentes nas prateleiras...
Um beijinho amigo
Cara Amiga, já muita gente deve muito à Livraria Lumière! Um abraço!
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