segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Na hora da morte



Ao som do bombo...


Este é o tempo da festa, da aparência, da superficialidade.

É o tempo do rebanho.

Do não pensar.

Do não sermos –parecer que somos.

Tempo vazio.

Morto.

De semi-fetos, nem de fetos.

De cadáveres excitados, não de homens.

Não foi a internet que afastou os livros –foi a desistência do homem.

Na internet, na velocidade, buscamos a superficialidade.

Basta-nos.

E estamos todos a ser as vítimas dessa desistência, nas mãos de oportunistas, de agiotas, de chicos-espertos.

Estamos maduros, prontos a cair nas mãos de um “condutor” suficientemente populista, capaz de conduzir o bando de desorientados e despersonalizados que somos.

E de nos enterrar numa imensa festa, com foguetes e bombos.  

4 comentários:

  1. Tempo "De não sermos-parecermos que somos", e parece que é o que mais interessa, o parecer."Tempo vazio, da superficialidade", talvez porque nada é seguro, e não há tempo nem espaço para as pessoas aprofundarem as relações, tão ocupadas que estão a sobreviver.
    Os jovens não vão ter a vida nada facilitada.

    Um abraço e uma boa semana

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  2. Isabel, muito obrigado pelas suas palavras. Este é um momento muito mau. Desumanização. Um abraço,

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  3. Um texto amargo e cheio de sentido.
    Na "velocidade buscamos a superficialidade",
    será?
    Para quem não quer esforçar-se sim. O árduo e difícil é assustador para alguns e desafiador para outros.
    Procuremos o desafio.
    Beijinhos!:)

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  4. Ana, é sempre triste olhar em volta e pensar: a ruína, a queda do império romano. Há sempre alguém que resiste... eu sei.

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