É o tempo do rebanho.
Do não pensar.
Do não sermos –parecer que somos.
Tempo vazio.
Morto.
De semi-fetos, nem de fetos.
De cadáveres excitados, não de homens.
Não foi a internet que afastou os livros –foi a desistência do homem.
Na internet, na velocidade, buscamos a superficialidade.
Basta-nos.
E estamos todos a ser as vítimas dessa desistência, nas mãos de oportunistas, de agiotas, de chicos-espertos.
Estamos maduros, prontos a cair nas mãos de um “condutor” suficientemente populista, capaz de conduzir o bando de desorientados e despersonalizados que somos.
E de nos enterrar numa imensa festa, com foguetes e bombos.

Tempo "De não sermos-parecermos que somos", e parece que é o que mais interessa, o parecer."Tempo vazio, da superficialidade", talvez porque nada é seguro, e não há tempo nem espaço para as pessoas aprofundarem as relações, tão ocupadas que estão a sobreviver.
ResponderEliminarOs jovens não vão ter a vida nada facilitada.
Um abraço e uma boa semana
Isabel, muito obrigado pelas suas palavras. Este é um momento muito mau. Desumanização. Um abraço,
ResponderEliminarUm texto amargo e cheio de sentido.
ResponderEliminarNa "velocidade buscamos a superficialidade",
será?
Para quem não quer esforçar-se sim. O árduo e difícil é assustador para alguns e desafiador para outros.
Procuremos o desafio.
Beijinhos!:)
Ana, é sempre triste olhar em volta e pensar: a ruína, a queda do império romano. Há sempre alguém que resiste... eu sei.
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