Presépio popular, anónimo: e o presépio não pode morrer...
Senhor, eu te agradeço esta noite,
Esta noite leal, tímida, boa,
Após as horas baças do café,
A discutir o Lawrence e o Pessoa.
Senhor, eu te agradeço esta noite
Com tanta estrela pelo espaço,
Esta noite leal, límpida, mansa,
Que se me dá como um regaço
Onde a alma descansa.
Senhor, eu te agradeço esta noite
Toda incensada dos olores
Das árvores que fremem de desejos
E se recobrem de flores,
As flores, os seus beijos...
E eu te agradeço a graça de ser só
Nesta leda e serena madrugada;
E o rouxinol que canta ao desafio
Com as águas que correm na levada...
E o silêncio macio
Como um penso numa ferida...
Senhor, eu te agradeço a vida...
Fausto José, poema transcrito in Na Mão de Deus, Antologia da Poesia Religiosa Portuguesa, organizada por José Régio e Alberto de Serpa, Portugália Editora, 1958
sobre o poeta (tão pouco conhecido...):
http://gremio.cm-vilareal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=153&Itemid=54
sobre o poeta (tão pouco conhecido...):
http://gremio.cm-vilareal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=153&Itemid=54
Um lindíssimo poema.
ResponderEliminarLindo poema.
ResponderEliminarFausto José teve as leitoras que merece.
ResponderEliminarLindo poema, lindo presépio!
ResponderEliminarUm agradecimento neste curto tempo para uma visita.
Obrigada por ter(em) entrado na minha janela!
Beijinho!:)