sábado, 24 de dezembro de 2011

O Pai Natal não pode morrer



Dizer a uma criança:

-“O pai natal não existe.”

É uma imbecilidade como outra qualquer.

Ou -até rima...- uma maldade.

Faz parte de um racionalismo assassino, redutor, obscurecedor.

Não mata os sentimentos: abre uma ferida na alma.

O Pai Natal existe e não pode morrer, por uma razão muito singela e essencial, que nos salva.

Ora oiçam:

numa certa noite, alguém deixa-nos uma prenda.

Quem?

Veio do Norte, puxado por renas, envolto no vermelho da roupa e na brancura das barbas? Ouviu o nosso pedido? Leu a nossa carta? Sabe da nossa solidão, no deserto do mundo desumanizado, frio, indiferente? O velho, o eterno, o maravilhoso Pai Natal?

Ou vive em nossa casa?

Ou vive longe e, por portas travessas, enviou-nos o presente?

Que importa?

Seja quem for, é alguém que nos ama.

É a prova que o amor existe.

E, sem o amor, não passamos de mortos-vivos.

Eu acredito no Pai Natal, eu acredito no amor.

7 comentários:

  1. Eu também acredito.
    Acho que para as crianças essa magia é importante. Tão importante, que às vezes já sabem que ele não existe, mas ainda duvidam.
    Um abraço com carinho

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  2. Caro amigo Manuel Poppe
    Antes de tudo, um abraço forte com desejos, ainda mais fortes de um Natal, tão simples como a simplicidade e a verdade do nascimento real de Jesus pobre, amigo da VERDADE e da JUSTIÇA.Abaixo o mercado americano ou nórdico do consumismo que nos dá essa barriga grande e feia do Pai Natal. Só se salva uma magia vaga criada pelas crianças.No que me toca, hoje, mais do que nunca,detesto esta aberração comercial
    José Manuel

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  3. Bjs muitos a se multiplicar, e que papai noel, chegue a noite, devagar e deixe em cada um de nós a esperança e o amor de um mundo melhor, que nos deixe mirra, ouro e incenso para lembrar o Deus menino que habito em todos nós.

    amamos vc

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  4. Caras Amigas e Amigo, O Pai Natal é o amigo dilecto de Jesus.

    José Manuel:repare no que diz Isabel: mesmo sabendo que ele não existe, as crianças precisam de acreditar que ele existe.

    E, afinal, ele existe: em cada coração que ainda bate.

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  5. Acho que depende da criança. Enquanto criança nada me irritava mais que falarem-me de Deus e de Pai Natal e de Menino Jesus. Pensava se seria eu que era idiota, ou se queriam fazer de mim idiota: nunca chumbei em nada, exepto na catequese: ao terceiro ano ainda estava no primeiro. Abraço e Boas Festas.

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  6. Decididamente,o Pai Natal marcou muita gente! Sabe, André, o Pai Natal não chega a nós ensinado: ou o sentimos ou não.

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