sábado, 17 de dezembro de 2011

Hararkiri do capitalismo financeiro: mais 5 países para o galheto?



Todos pensamos o mesmo: entre as agências –Fitch, Moody’s, etc- e o capital há uma ligação; as agências comandam as subidas e descidas nas bolsas; os tubarões do capitalismo financeiro fazem fortuna com essas subidas e descidas.
Agora, a agência Fitch pôs no torniquete a Espanha e mais 5 países: Eslovénia, Itália, Irlanda, Chipre e França. 
Há um cheiro a enxofre, a inferno, a desespero: no limite da sobrevivência, o capitalismo financeiro esfaqueia-se a si próprio. Dispara para todos os lados. Mata para não morrer.
A descobrir uma luz ao fundo deste túnel tenebroso, não será o que deseja o capitalismo financeiro –cabe-nos a nós, vítimas da pouca vergonha do neo-liberalismo selvagem e a pagar o seu previsível enterro, acender a lanterna e indicar e impor a saída.

2 comentários:

  1. Caro amigo, Manuel Poppe
    Por mais que nos custe, este neo-liberalismo, capitalismo dos nossos dias,só será erradicado com militância.Qual? Só sei que é urgente a violência da Palavra, a denúncia,a mobilização das pessoas à volta de uma democracia verdadeira, edificada com sangue, suor e lágrimas.
    José Manuel Romana

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  2. Caro José Manuel, há muito que a Palavra falta!

    Esta sociedade,que atacou nos inícios dos anos 80 (senti-o, em Roma, onde vivera os apaixonantes anos 76 até ao assassínio de Moro),é monstruosa.

    O capitalismo financeiro castrou os homens.

    Matou, neles, a ética, a humanidade, o Espírito.

    A vida de hoje é... a morte-em-vida.

    Quantas horas por dia vive uma pessoa? Uma, duas? O resto é escravatura e... dormir.

    Mulher, Filhos? Uma casa? Onde isso vai!

    Mas multiplicam-se os divertimentos que enriquecem os ladrões: iPad, a Disneylândia, os resorts (para poucos), o cartão de crédito, que é, indiscutivelmente, o cartão para o inferno...

    Como sair daqui?

    Pela Palavra, que apelará à solidariedade e à luta pelos direitos humanos, pelos direitos cívicos...

    Pela reconquista do lugar do Homem.

    O homem baba-se, espuma... como animal condenado a seguir o dono...

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