'The Fire Wheel', 1875, óleo de James Abbott Mcneill Whistler (1834-1903)
‘ Mas de um excesso de vontade voluntária e cálculo me parece sofrer boa parte da literatura moderna ou moderníssima, como, aliás, toda a literatura característica das épocas de crise; consequentemente, duma deficiência de criação, de génio, de intuição, de ingenuidade luminosa: Porque da verdadeira força criadora é inocente o mesmo criador, ao contrário do que sucede naquela arte desumanizada, mental, fabricada, em que julga o falso ou pequeno artista poder fingir o que não admite fingimento. Se “o poeta é um fingidor”, ainda por graça de Deus o é: Nesse fingir está a sua verdade –pois implica um sentir. Mas o que precisamente denuncia o falso poeta é um fingir impotente: um fingimento, digamos, do fingimento válido.”
José Régio, in Introdução a uma obra*, posfácio à 7ª edição (última, em vida do autor) de Poemas de Deus e do Diabo, Portugália Editora, 1969
*este ensaio sobre a própria obra, cujo primeiro esboço aparece na 2ª edição de Poemas de Deus e do Diabo, 1943, com o título Um trecho das minhas "memórias críticas", foi sistematicamente corrigido e aumentado, até 1969, ano da morte de José Régio

Mantém-se actual.Parece que hoje em dia todos escrevem e publicam.
ResponderEliminarMas também há bons escritores ( acredito ). A proporção é que se calhar não é a desejável.