A paz de Estocolmo...
Os países nórdicos, o trio Dinamarca-Suécia-Noruega, a Finlândia, são o sonho do português comum (naturalmente, o sonho da maioria à rasca ou remediada no limite da pobreza...).
Países, a seu ver, socialmente equilibrados: estados protectores, de bem-estar, de emprego, estados de justiça social, de igualdade de oportunidades, de trabalho seguro, de assistência médica aberta aos cidadãos, de reformas certas e bem calculadas, de ensino privilegiado, de Cultura...
Em suma, tudo aquilo que não há, deixou de haver e não parece que volte tão cedo –em Portugal.
Vamos, por exemplo, à Suécia cujo governo é uma coligação de centro-direita...
Não vos espanteis com esta frase do ministro das finanças da Suécia, país onde os governos recusam o capitalismo selvagem!
Klas Eklund, o ministro (43 anos), é um homem culto e com princípios éticos, qualidades que assistem a muito boa gente do centro-direita, mundo fora...:
“não se resolve a crise do sector bancário a tapar os buracos dos cofres dos bancos” (citado in “Le nouvel Observateur”, de 8 /14 de Dezembro).
Eis um sábio princípio que o nosso governo desconhece, obrigando os necessitados a pagar, com sangue, suor lágrimas e miséria galopante, os erros dos homens ricos: da banca e da finança, precisamente.

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