'Os sentimentos dos desejos líquidos', óleo, 1931/32, por Salvador Dali, mestre do ministro Vítor Gaspar
"Portugal foi abençoado por um "amplo consenso interno"
entre os principais políticos, que reflecte o apoio popular ao
programa, afirmou, esta segunda-feira, o ministro das
Finanças, Vítor Gaspar, numa palestra em Londres."
Finanças, Vítor Gaspar, numa palestra em Londres."
in Jornal de Notícias de 06/12/11
p.s. O ministro das finanças vive noutro mundo: numa espécie de sonho daliniano, de Salvador Dali, o surrealista catalão, que acaba de renascer, no meio das contas, dos haveres (poucos) e deveres (muitoooos) do nosso país.
p.s. O ministro das finanças vive noutro mundo: numa espécie de sonho daliniano, de Salvador Dali, o surrealista catalão, que acaba de renascer, no meio das contas, dos haveres (poucos) e deveres (muitoooos) do nosso país.
Gaspar já nos habituou à sua mentalidade nebulosa e por tal modo irrealista que talvez nem dê pelas estradas de miséria que vai cortando de Norte a Sul de Portugal.
...Desse Portugal que ele diz agora -com a irresponsabilidade e a inconsciência dos condicionados mentais- um país“ abençoado”.
Há dias (em 27 de Novembro, anunciavam os jornais) afirmava, algures, que, em Portugal, “o Estado Social é um sucesso”...
Agora festeja a “bênção”...
E quem e como “abençoou” Portugal?
O "amplo consenso interno" entre os principais políticos, 80% dos deputados, diz o discípulo de Dali.
Os outros 20% da AR, e mesmo o PS, que o criticou, justa e abertamente o OE e se absteve de o votar, e mais os cidadãos espoliados, empobrecidos à gota, gota diária, cortes inventados pelo nosso surrealista (será só isso?) homem das finanças, os que berram, cá fora, “ó tia, ó tia!”, para Gaspar, Vítor, não importam: eles nem sabem que são uns felizardos... uns abençoados...
Mas Portugal não é a AR e os que por lá andam (resultado, em 2011, este ano, há poucos meses, de eleições legislativas com 42% de abstenções...).
Da janela do cidadão à dos políticos, sentados na Assembleia da República -diria, dos políticos profissionais portugueses- não vai um saltinho de cobra: vai o infinito.
O que o político diz, di-lo sem consultar o povo.
Di-lo a milhões de anos luz dos cidadãos.
E, se esses protestam, viu-se na recente Greve Geral, o governo, filho da bênção (será de outra senhora?), corre-os à cacetada.
Portugal abençoado?! Portugal parece ser é um país excomungado.

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