Do largo e antigo imaginar profundo
Removam-se as proscritas maravilhas:
-As aparências fantásticas do mundo,
-Monstros do Mar sulcando à flor das ilhas.
Repassados de artísticos compassos
Aos flavos Sóis e aos tempos vos semeie,
Minha bátega fluida de pedraços,
Forte rima de versos que ideei.
Que o engenho do meu cântico se afoite
Às invocadas órbitas da Noite
Em que me envolve o espírito da vida.
E da força-mistério, no tormento
Da névoa, me desperte o Sentimento
Da grande fé que trago indefenida.
Afonso Duarte, Estrofes Pagãs, in Cancioneiro das Pedras, 1912, Lisboa
Uma bela pintura com uma estrofe profunda.
ResponderEliminarFeliz 2012 meu Amigo.
beijo
Querida Carlota,
ResponderEliminarUm Ano de 2012 cheio de felicidade!
Bjs.
Um abraço e Feliz 2012 ;)
ResponderEliminarUm abração, Paula!
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