A figura da “tia”, que trata o marido por “você” e os filhos por “menino”, envelhece agitadamente, agora recorrendo às operações plásticas que a vão atirando para uma nova categoria, a das mulheres de plástico, é uma personagem abundante no nosso tempo... e enraizada nos séculos.
Camilo visitou, em Leça, corria o ano de 1849, a taberna da Ponte da Pedra, e ouviu “uma egrezia de muitas vozes agudas, que nos não deixaram dúvida que eram de senhoras, porque as vozes de senhoras distinguem-se muito das vozes de mulheres.”
Eram as tias de há duzentos anos!
Foi o indispensável Memórias Fotobiográficas, Camilo Castelo Branco, de José Viale Moutinho (Editorial Caminho, 2009), que me elucidou:
a “tia” é bicho histórico.

E eu que gosto tanto das minha pequeninas ruguinhas e dos meus frondosos cabelos brancos eheheheh
ResponderEliminarBeijinhos
Carlota Pires Dacosta
Não diga mentiras, Carlota! É uma bela jovem mulher!
ResponderEliminarCom rugas e cabelos brancos, ou não me diga que não viu???
ResponderEliminarConfirma ao final do mês.
Beijo
Carlota Pires Dacosta