quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

As "tias" sempre existiram...



A figura da “tia”, que trata o marido por “você” e os filhos por “menino”, envelhece agitadamente, agora recorrendo às operações plásticas que a vão atirando para uma nova categoria, a das mulheres de plástico, é uma  personagem abundante no nosso tempo... e enraizada nos séculos.

Camilo visitou, em Leça, corria o ano de 1849, a taberna da Ponte da Pedra, e ouviu “uma egrezia de muitas vozes agudas, que nos não deixaram dúvida que eram de senhoras, porque as vozes de senhoras distinguem-se muito das vozes de mulheres.”

Eram as tias de há duzentos anos!

Foi o indispensável Memórias Fotobiográficas, Camilo Castelo Branco, de José Viale Moutinho (Editorial Caminho, 2009), que me elucidou:


a “tia” é bicho histórico.

3 comentários:

  1. E eu que gosto tanto das minha pequeninas ruguinhas e dos meus frondosos cabelos brancos eheheheh
    Beijinhos
    Carlota Pires Dacosta

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  2. Não diga mentiras, Carlota! É uma bela jovem mulher!

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  3. Com rugas e cabelos brancos, ou não me diga que não viu???
    Confirma ao final do mês.
    Beijo
    Carlota Pires Dacosta

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