sexta-feira, 5 de junho de 2009

Se corre mal vamos deixar que continue a correr mal? Vamos entregar a chave ao ladrão? Ou: vira-se o feitiço contra o feiticeiro...



A abstenção é um erro que beneficia aqueles em que nós não confiamos. O voto em branco também é. O voto inutilizado também é.

Quando não votamos ou entregamos um voto em branco ou inutilizado, por que o fazemos? Porque não acreditamos nos que vão beneficiar com os nossos votos ou não acreditamos na instituição em causa. Trocado em miúdos: não acreditamos na União Europeia nem nos deputados que representam o nosso país no Parlamento Europeu.

E não acreditamos porque nos desiludiram e temos (achamos) razões de queixa: não aceitamos a sua (deles) politica social, agrícola, pesqueira, etc e tal.

Ora acontecerá o seguinte: a UE continuará a existir e os deputados (que os votos de outros eleitores irão, inevitavelmente, eleger) continuarão a decidir. Dispensam o nosso voto, porque de qualquer maneira irão ter votos suficientes para serem eleitos. E, uma vez que estamos ‘contra eles’, até agradecem que nós, os que nos abstivermos ou votarmos em branco –NÃO VOTEMOS CONTRA ELES. Ficam ainda MAIS LIVRES para FAZEREM A POLÍTICA QUE NÃO NOS AGRADA.

Em suma: quem se abstem ou inutiliza o voto entrega a chave àqueles que considera aproveitadores, incompetentes, corruptos, etc., gentalha com uma caterva de defeitos... Entrega a chave àquele que considera –e aí vai a palavra ‘forte, fortíssima’- o ladrão. Afinal, vira-se o feitiço contra o feiticeiro.

Toca a votar, amanhã! Obviamente, de acordo com a nossa consciência e as nossas ideias. Todas as ideias são respeitáveis, desde que sinceramente nossas. E a democracia é isso: um debate livre, entre ideias.


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