
Em 1993, Tony Gatlif realizou um filme extraordinário, sobre as origens e destino da raça cigana: Latcho Drom (conselheiro musical Alain Weber, imagens de Eric Guichard). Vi-o e revi-o, ontem, deslumbrado. Não creio que perdesse nada, por causa do atraso (de facto, o DVD foi-me oferecido, à altura da saída do filme e guardara-o, esquecera-me dele): é uma fabulosa obra intemporal. Empolgou-me, apaixonou-me, emocionou-me. Gostaria de saber que os meus amigos já partilharam essa emoção –ou, um dia, irão partilhá-la.
A história, as figuras, as canções (maravilhosas, de admiráveis executantes) –apontam o drama: a sistemática marginalização dos ciganos (estigmatizados, perseguidos, rejeitados) e a sua luta formidável para preservarem a identidade e a independência.
A história, as figuras, as canções (maravilhosas, de admiráveis executantes) –apontam o drama: a sistemática marginalização dos ciganos (estigmatizados, perseguidos, rejeitados) e a sua luta formidável para preservarem a identidade e a independência.
Sofrem as consequências desse combate –porque a sociedade desistente, resignada, medíocre, desumanizada, formatada, em que vivemos, não tolera nenhum homem ou mulher livres. Tem medo da Liberdade e expulsa do seio estéril quem seja livre.
Aqui deixo imagens e um belíssimo apontamento musical:
Fui espreitar. Gostei do ritmo.
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