sexta-feira, 5 de junho de 2009

O dia de hoje: Victor Jara




No Chile, em 11 de Setembro de 1973, os militares derrubaram o presidente da República eleito, o socialista Salvador Allende, e entregaram o poder ao general Augusto Pinochet. Era o fim da democracia e o início de uma ferocíssima ditadura de extrema-direita, que durou 17 anos. Por detrás do golpe, estava o governo dos USA do tempo, presidente Richard Nixon, através da CIA (Central Intelligence Agency) -não suportavam a existência de uma democracia realmente socializadora, na América do Sul... A repressão brutal atingiu, imediatamente, “as cabeças pensantes”: intelectuais, artistas, escritores, jornalistas -a classe média democrática e a "arraia miuda", também "pensantes". Seis dias depois do golpe, coube a Victor Jara, cantautor e director teatral, ser assassinado, à ordem dos oficiais sublevados. Passaram, sobre o crime, 36 anos e, há poucos e com muita dificuldade e compromissos, a democracia restaurou-se -mas sobre milhares e milhares de cadáveres, de torturados, de perseguidos.

Os restos mortais de Jara foram, ontem, exumados, à ordem de um juiz, para que se identifiquem os criminosos. A Presidente da República, Michelle Bachelet, e a viúva do artista, Joan Turner, assistiram à cerimónia.

Sabe a pouco e sabe a muito: é um aviso à navegação –aos dois lados da navegação: aos nostálgicos do autoritarismo, que nos destruiu quase 50 anos de História, e aos “distraídos” aos irresponsáveis que menosprezam direitos e deveres cívicos (por exemplo: àqueles que encaram a possibilidade de se absterem nas eleições de Domingo).

Deixo, aqui, modesta homenagem, a voz de um grande homem, de um homem inteiro, vertical, corajoso, que acreditou na Liberdade, na solidariedade e no respeito à vida e aos outros homens:

http://www.youtube.com/watch?v=hesTpJ4oGvk&feature=related

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