Esta campanha eleitoral tem demasiadas coisas de uma peixeirada. Agressões pessoais, golpes baixos, falsa candura. No fim e ao cabo, não é o acto eleitoral que vem aí (faltam poucos dias), a pancadaria acontece com os olhos nas legislativas. Os passarões que andam aos pulos e às caneladas sabem que o lugar em Bruxelas está garantido. Preocupam-nos é as sondagens e o tempo a passar e as legislativas -repito- que se aproximam. Uns receiam que lhes peçam contas da governação medíocre; outros anseiam pela gamela do orçamento: meter-lhe o dente. Pois, há excepções –e ainda bem! O eleitorado assiste, quase indiferente: os telejornais e o jornais bastam para os distrair e lhes encher a barriga: assaltos, violações, falências (agora o desastrão da Air France e as centenas de mortos). E os candidatos discutem entre eles –esqueceram os eleitores. Os eleitores que houver... Porque a abstenção prevê-se numerosa –as sondagens também dizem isso. A abstenção é um enorme erro: é entregar a chave ao ladrão. É um crime: é dar de barato a nossa responsabilidade cívica. É ignorância, que não justifica o crime de irresponsabilidade, talvez o atenue –e tem explicação. Durante quase 50 anos, os portugueses viveram separados do país e dos direitos e obrigações cívicos. Foi o salazarismo. E o que, hoje, se atira para cima do 25 de Abril -este balbúrdio, esta incultura cívica, esta falta de respeito pelos direitos e deveres, esta corrupção mental e material- herdámo-lo de uma ditadura castradora, obscurantista, repressiva. Em 34 anos não se cura ninguém de um atraso desses.
terça-feira, 2 de junho de 2009
O dia de hoje...
Esta campanha eleitoral tem demasiadas coisas de uma peixeirada. Agressões pessoais, golpes baixos, falsa candura. No fim e ao cabo, não é o acto eleitoral que vem aí (faltam poucos dias), a pancadaria acontece com os olhos nas legislativas. Os passarões que andam aos pulos e às caneladas sabem que o lugar em Bruxelas está garantido. Preocupam-nos é as sondagens e o tempo a passar e as legislativas -repito- que se aproximam. Uns receiam que lhes peçam contas da governação medíocre; outros anseiam pela gamela do orçamento: meter-lhe o dente. Pois, há excepções –e ainda bem! O eleitorado assiste, quase indiferente: os telejornais e o jornais bastam para os distrair e lhes encher a barriga: assaltos, violações, falências (agora o desastrão da Air France e as centenas de mortos). E os candidatos discutem entre eles –esqueceram os eleitores. Os eleitores que houver... Porque a abstenção prevê-se numerosa –as sondagens também dizem isso. A abstenção é um enorme erro: é entregar a chave ao ladrão. É um crime: é dar de barato a nossa responsabilidade cívica. É ignorância, que não justifica o crime de irresponsabilidade, talvez o atenue –e tem explicação. Durante quase 50 anos, os portugueses viveram separados do país e dos direitos e obrigações cívicos. Foi o salazarismo. E o que, hoje, se atira para cima do 25 de Abril -este balbúrdio, esta incultura cívica, esta falta de respeito pelos direitos e deveres, esta corrupção mental e material- herdámo-lo de uma ditadura castradora, obscurantista, repressiva. Em 34 anos não se cura ninguém de um atraso desses.
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