sexta-feira, 12 de junho de 2009

O dia de hoje: conversas privadas carreiristas e a doença sebastiânica o Encoberto nas discursatas e no Boletim Meteorológico da crise...




Há um país -e povo desse país- a sofrer o mau governo e uma crise terrível cujo fim se ignora quando e como. Há um clube de intelectuais, sociólogos, politólogos, opiniólogos, mais ou menos bem instalados, que trocam recados. Conversas privadas. E acontece o discurso de Barreto, António, uma cházada, e logo os colegas de clube descobrem nele mensagem profunda: essencial. Barreto diz, sobretudo diz isso, nas barbas de Cavaco e para que o oiça, que Portugal precisa de pessoas responsáveis –que dêem o exemplo. Uma espécie de Encoberto, de D. Sebastião up dated?... Ou um De Gaulle? Bem, entre De Gaulle e Cavaco há uma distância imensa: de tamanho. Não só do tamanho por fora mas, também, do tamanho por dentro –dentro da cabecinha. Essa coisa do “homem providencial” (viu-se como Cavaco foi “providencial”, durante os 10 anos do seu consulado...), do Sebastião, Rei, do Encoberto... é uma doença que os portugueses arrastam, já vão lá séculos! O que nós precisamos é de Cultura, Ensino, consciência cívica –responsabilidade (de facto, responsabilidade...) cívica. De um debate em que o povo encontre políticos a falarem com ele –e não cerebrozinhos de tertúlias onde se discute o sexo dos anjos e... as vantagens, para as carreiras de cada um, de dizer isto ou aquilo...

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