segunda-feira, 15 de junho de 2009

O dia de hoje: agudiza o pânico de passarinhos & passarões perpetuamente (pensam) papadores profissionais do erário quando a esquerda afinal mexe



Não dá vontade de rir nem de encolher os ombros: desgosta e incomoda. É mais um péssimo sinal de atraso cultural.

E o que repugna e aborrece é: para os nossos comentadores & politólogos & opiniólogos, todos os votos à esquerda do PS vêm de díscolos da extrema-esquerda, incapazes (defeito congénito) de governar seja o que for: a bicicleta, a moto, o próprio carro –e, muito menos, muitíssimo menos, esta nação, há 800 anos, democraticamente espoliada pela direita e pela extrema-direita...

Só de pensar nisso, na chegada ao poder dessa canalha avermelhada, treme-lhes tudo: as orelhas, as mãos, o traseiro, as peugas. Sapateiam. Castanholam-lhes os dentes. Espumam os ‘lúcidos e responsabilíssimos’ doutrinadores oficiais e oficiosos, amantes do ‘bom governo’ do ripanço e da barriga cheia, sem sindicatos, sem greves, sem reivindicações... sem nada –ardentemente, tradicionalmente, ordeiramente adeptos do mundo maravilhoso em que pobres e miséria se resignam, se apagam, se esfumam... nem sequer ofendem a vista refastelada dos instalados no roubo...

Eu sei que 80% deles (dos tais opiniólogos, etc.) não estão de boa fé e sabem o que fazem: sabem que aldrabam. Mas faz de conta que julgamos que eles estão de boa fé. Vamos, pois, nosso dever, ajudá-los. Vamos dizer-lhes no que é que se enganam.

Enganam-se no seguinte: as centenas e centenas de milhares de votos à esquerda do PS, que tanto assustam e geraram pânico, não são votos de extrema-esquerda, são votos de esquerda. De qual esquerda? É muito simples: da esquerda, que o PS deixou de representar.

Mas, se não fizermos de conta que não sabemos que eles -os tais comentadores, politólogos, etc,- não estão de boa fé e sabem o que fazem (impingem, muito paulatina e antidemocraticamente, gato por lebre), só nos resta ir buscar, mais uma vez, o martirizado e saturado Zé Povinho, de Bordalo Pinheiro, e pô-lo, lá em cima, a ilustrar este texto. Já pus.

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