quinta-feira, 11 de junho de 2009

O dia de hoje: 34 mortos para salvar a terra... e salvaram?... E é justo que tenham tido que morrer?



O congresso do Perú suspendeu o decreto conhecido pela Ley de la selva, que, mais uma vez, abriria as portas da exploração, sem rei nem roque, da Amazónia e continuaria a destruir a cultura indígena. Os índios da Amazónia peruana protestaram, manifestaram-se, enfrentaram as forças da “ordem”. 34 mortos foi o resultado. E prisões e espancamentos, etc. Houve quem filmasse, as televisões mostraram, os jornais falaram. O governo fez marcha atrás. Até quando? O governo não decidiu sozinho: teve o apoio do partido do antigo ditador (obviamente, corrupto e, também obviamente, sanguinário) Fujimori e do partido conservador (pretende conservar o quê? Um Peru cada vez mais pobre e dependente das multinacionais?). Ora, alguns números: agricultura: 0,70%; industria: 23,80%; serviços: 75,50%.

A indústria do gás e do petróleo (o Perú tem reservas de gás e petróleo, que atingem a Amazónia...) caminham a passos largos para uma entrega a capitais estrangeiros –e da sus exploração decorrerá, inevitavelmente, a destruição da floresta amazónica peruana e o do meio ambiente e da identidade indígena. A oposição exige que de suspenso e famigerado decreto passe a morto. Isso acontecerá alguma vez? Ou morreram 34 pessoas, inutilmente? O pessimismo do grande amtropólogo-etnólogo Claude Levy-Strauss provoca-me arrepios... O mundo, a nossa vida, a qualidade das coisas –não dependem de nós. Ou cada vez dependem menos de nós. O cifrão é o Imperador.

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