
O último livro de Vicente Sanches, Sessenta e Três Aforismos, responde, claramente, às dúvidas de Américo Rodrigues. No seu blog incontornável, Café Mondego, o herói da Guarda -assim decidi passar a chamar-lhe- interroga-se, acerca das razões que levaram Vicente Sanches a enviar-lhe 10 (dez livros) da sua (dele, Vicente) autoria. Ora a páginas 78 da obra citada, Sanches escreve: “Como se concilia –a sinceridade do juízo de muito valor que acerca de mim próprio, Vicente Sanches, às vezes pronuncio, -ai, como se concilia?:- com a sinceridade do meu sentimento de culpa por não ter escrito o Livro, ou sequer o Aforismo, que Deus talvez quisesse que eu tivesse escrito?”
Raciocinemos: se Vicente enviasse, a Américo, 15 (quinze) livros, ou enviasse 30 (trinta), ou enviasse 35 (trinta e cinco) ou, até, enviasse 105 (cento e cinco) –nunca chegaria a enviar-lhe o Livro que Deus talvez lhe tenha mandado escrever... Assim, aplicou o cálculo das probabilidades e achou que, em 10 (dez) livros haveria mais probabilidades do que em 2 (dois) livros de estar o Livro.
Eis encontrada a razão por que o dramaturgo Vicente Sanches enviou 10 (livros) e não 1 (um) livro, ao herói da Guarda.
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