sábado, 6 de junho de 2009

Ainda sobre o absurdo de nos abstermos de votar nas eleições de um Parlameno Europeu que decide muitas coisas das nossas vidas




Do Nouvel Observateur desta semana de um óptimo artigo de Gilles Finchelstein, sobre as eleições para o Parlamento Europeu (Domingo próximo, dia 7 deste mês), que traduzo:

‘Há trinta anos, o Parlamento Europeu era um objecto, o símbolo de uma construção que trazia consigo muitas esperanças. Tinha poucos poderes mas tinha muitos eleitores. Em 1979, a afluência às urnas atingiu 63%. Hoje, o Parlamento Europeu transformou-se num sujeito, poderoso actor de uma União Europeia mais integrada e alargada. (...) Vota o orçamento e quase a totalidade de leis... origem directa de 60% a 70% dos textos adoptados pelos nossos países. Quer dizer que tem muitos poderes... e lhe restam poucos eleitores. Em, 2004, após erosão progressiva, a participação [dos leitores] desceu a 46% -aqui e ali, com taxas miseráveis de 20%.”

As sondagens apontam, agora, para uma participação de 32%, 36%, sendo legítimo presumir que, ali e acolá, possa descer abaixo dos 20%. Continuará o PE com os seus vastos poderes legislativos e a legislar, à margem de muitas vontades que não se expressaram, POR CULPA DA NOSSA IRRESPONSÁVEL ABSTENÇÃO.

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