
Do Nouvel Observateur desta semana de um óptimo artigo de Gilles Finchelstein, sobre as eleições para o Parlamento Europeu (Domingo próximo, dia 7 deste mês), que traduzo:
‘Há trinta anos, o Parlamento Europeu era um objecto, o símbolo de uma construção que trazia consigo muitas esperanças. Tinha poucos poderes mas tinha muitos eleitores. Em 1979, a afluência às urnas atingiu 63%. Hoje, o Parlamento Europeu transformou-se num sujeito, poderoso actor de uma União Europeia mais integrada e alargada. (...) Vota o orçamento e quase a totalidade de leis... origem directa de 60% a 70% dos textos adoptados pelos nossos países. Quer dizer que tem muitos poderes... e lhe restam poucos eleitores. Em, 2004, após erosão progressiva, a participação [dos leitores] desceu a 46% -aqui e ali, com taxas miseráveis de 20%.”
As sondagens apontam, agora, para uma participação de 32%, 36%, sendo legítimo presumir que, ali e acolá, possa descer abaixo dos 20%. Continuará o PE com os seus vastos poderes legislativos e a legislar, à margem de muitas vontades que não se expressaram, POR CULPA DA NOSSA IRRESPONSÁVEL ABSTENÇÃO.
‘Há trinta anos, o Parlamento Europeu era um objecto, o símbolo de uma construção que trazia consigo muitas esperanças. Tinha poucos poderes mas tinha muitos eleitores. Em 1979, a afluência às urnas atingiu 63%. Hoje, o Parlamento Europeu transformou-se num sujeito, poderoso actor de uma União Europeia mais integrada e alargada. (...) Vota o orçamento e quase a totalidade de leis... origem directa de 60% a 70% dos textos adoptados pelos nossos países. Quer dizer que tem muitos poderes... e lhe restam poucos eleitores. Em, 2004, após erosão progressiva, a participação [dos leitores] desceu a 46% -aqui e ali, com taxas miseráveis de 20%.”
As sondagens apontam, agora, para uma participação de 32%, 36%, sendo legítimo presumir que, ali e acolá, possa descer abaixo dos 20%. Continuará o PE com os seus vastos poderes legislativos e a legislar, à margem de muitas vontades que não se expressaram, POR CULPA DA NOSSA IRRESPONSÁVEL ABSTENÇÃO.
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